Gustavo Batalha, comenta saída prematura de John John.

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John John após sua cirurgia. Foto arquivo pessoal.

 

Até então John John era o cara a ser batido, estava seguro que este ano o jovem havaiano ia mostrar todo seu potencial e iria ser a pedra no sapato dos brasileiros candidatos ao título.

Mas o destino pregou uma peça e retirou, de forma prematura, em razão de uma grave contusão, no qual rompeu os ligamentos do joelho,forçando-o a realizar uma cirurgia e ter que se tratar durante todo ano.

Ano passado John John esteve em volta de um dilema que iria definir seu destino: estava com os ligamentos do joelho parcialmente rompidos e tinha que decidir entre realizar uma cirurgia ou fazer um tratamento alternativo sem a necessidade de intervenção cirúrgica, escolheu a segunda opção, que até a etapa do Rio vinha mostrando eficiência. Se foi uma decisão correta não dá pra dizer, mas que acabou atrasando sua completa recuperação,não dá pra negar.

Não por acaso John John iniciou o ano com muita vontade, determinado a ser o principal candidato ao título deste ano, de fato ele vinha apresentando um surf mais seguro, forte, consistente e convincente, mostrando equilíbrio surpreendente nos resultados, fator importante para se chegar ao título.Os resultados alcançados até então estavam realmente impressionando, sua força física, seu controle emocional mostrava a solidez de sua experiência, apesar de jovem.

Sabemos que para ser campeão mundial é indispensável manter-se constante nos resultados, o que para os atletas torna-se um grande desafio no decorrer do ano. Como exemplo da importância em manter-se com resultados expressivos para quem almeja ser campeão mundial podemos citar Ítalo Ferreira e Gabriel Medina que lutam para manter constância nos resultados mas os vários fatores naturais, de saúde, condições do mar, momentos críticos de bateria, equilíbrio e força mental para não ceder as pressões acabam atrapalhando o desempenho em algumas etapas. Conter o ciclo de altos e baixos durante o tour não é tarefa fácil. John John vinha muito bem nesse quesito.

Bom para os brasileiros que vê o principal adversário sucumbir diante de suas próprias limitações físicas. É uma pena, pois John John tinha tudo para convencer a todos quanto a superioridade do seu surf em 2019, diferente de anos anteriores em que foi campeão mas com fortes críticas sobre o título, dessa vez ele tinha tudo para ser campeão de forma incontestável.

Por Gustavo Batalha. Colunista Studio Surf.

 

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