Gustavo Batalha comenta resultados inesperados em Keramas

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Kanoa Igarashi . Foto Dunba WSL

Nos tempos de Fantasy – jogo de pontuação para quem consegue prever os resultados mais precisos da realidade de cada etapa do WSL – tentamos prever os resultados, assim como a loteria esportiva no futebol, no qual os torcedores tentam adivinhar qual time ganha a disputa. Nesta etapa em Keramas poucos apostadores do Fantasy chegaram a um resultado pelo menos próximo ao real. Foram muitos resultados que para alguns pode-se chamar de zebra. Prefiro não usar esse termo, acredito que todos têm potencial para vencer qualquer etapa do tour. Mas claro, como qualquer esporte tem sempre aqueles que se destacam mais, tem potencial de vitória, possuem um arsenal maior de manobras e tem a habilidade e segurança de usar com precisão em momentos difíceis da bateria.

Então, contrariando a previsão da maioria dos apostadores do Fantasy, logo na terceira rodada do evento John John Florence e Italo Ferreira foram eliminados. Sobrou também para Gabriel Medina, que também saiu na terceira fase. Os brasileiros foram aos poucos se despedindo, restando Jesse Mendes, Michael Rodrigues e Filipe Toledo nas oitavas.

Não se pode tirar o mérito de quem os tirou, Joan Duru estava duro de verdade, com manobras radicais e no limite assim como Jack Freestone, vencedor do Red bull Airbone e Leonardo Fioravante, ambos surfaram muito bem.

Jesse Mendes, terceiro melhor brasileiro colocado, foi vencido somente nas oitavas pelo campeão da etapa Kanoa Igarashi.

O cearense de Paracuru Michael Rodrigues foi sem dúvida o destaque dos brasileiros, com um surf potente e eficiente chegou até as semi-finais. Michael Rodrigues, que atualmente está sem patrocínio de bico, o que é lamentável, vem mostrando que tem potencial para estar entre os dez, muito focado e seguro vem apresentando um excelente desempenho. Terminou o evento em 14º.

Filipe Toledo mostrou toda sua força em Keramas, surfando com radicalidade e precisão foi parado nas quartas pelo onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Com ondas tubulares no momento da bateria, Kelly conseguiu se sobrepor com sua experiência. Filipe, apesar de ter surfado muito bem não conseguiu impor seu surf progressivo, equipamento também falhou, prancha quebrou no meio na última onda em que ele tentaria um aéreo reverso, ficou a dúvida se ele viraria a bateria ou não.

Sobrando em Keramas, Kanoa Igarashi venceu e convenceu à todos, apresentou um surf de auto nível com manobras fortes, buscando sempre a parte crítica da onda não deu chances para Jeremy Flores na final e sagrou-se campeão da etapa.

E o tour segue com o topo do ranking mais embolado, encostado em John John (17.415) ficou Kanoa Igarashi (16.640), Ítalo Ferreira (16.075), Filipe Toledo (15.865) e Kolohe Andino(13.875).

Por Gustavo Batalha.

Colunista Studio Surf.

 

 

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