Gustavo Batalha, comenta atuação dos Brasileiros em Itaúna

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Felipe Toledo. Foto WSL

 

Na quinta-feira 20 iniciou em Saquarema a quinta edição do Oi Rio Pro, evento que marca a recepção do Brasil para toda comunidade do surf mundial. Os atletas da elite adoram o público brasileiro, em nenhum outro lugar a recepção é tão calorosa. Sem distinção de país, o público ia ao delírio à cada boa manobra nas ondas de Saquarema, foi uma verdadeira festa, acredito que todos sentiram-se em casa.

Com séries um pouco maiores do que 1 metro, inicia a batalha. A quinta foi um dia bom para os brasileiros, apenas Alex Ribeiro e Peterson Crisanto ficaram na terceira colocação em suas baterias e foram para repescagem. Destaque no primeiro dia para Yago Dora que apresenta um surf com muito estilo e pressão, forçando nas manobras inovadoras e causando boa impressão.

A quinta e sexta-feira rolou nas esquerdas de Itaúna, bom lembrar que no tour ondas com predominância de esquerda somente rola em duas etapas, em Teahupoo e Pipeline, o que deixa de certa forma os goofy em pequena desvantagem, como é o caso de Medina e alguns outros.

A direção de prova decidiu transferir as disputas do round dos 16 para as direitas da Barrinha, melhor para os Regular. Com as baterias na disputa de acordo com o sistema dual heat o dia foi muito mais emocionante. Com início na disputa entre Kelly Slater e Filipe Toledo, Filipe com gostinho de revanche não deu chance para Slater e vence com um 9,17 e 8,67 de nota, mesmo Slater pegando um tubo profundo e arrancando um 9,50 o careca não teve forças para buscar o resultado.

O português Frederico Morais, ex atleta do CT, entrou na etapa de Saquarema como substituição de Mikey Wright e aproveitou bem a oportunidade mostrando uma bonita exibição, eliminou o nosso potiguar Italo Ferreira de forma prematura e também despachou Michael Rodrigues nas oitavas. Kikas terminou em terceiro lugar no Oi Rio Pro, um excelente resultado.

Aparte foi a contusão de John John, que teve que abandonar a bateria contra Wade Carmichael, infelizmente ele sentiu o joelho em uma saída de onda aparentemente sem perigo, mas como medida de segurança ele preferiu sair e avaliar o joelho, uma vez que foi o joelho da cirurgia. John John acabou não competindo mais no Rio, abrindo espaço para Jordy Smith avançar para as semifinais.

Gabriel Medina fica na semifinal contra o californiano Kolohe Andino nas diretas da Barrinha. Gabriel inicia a bateria com muita vontade, chegou a liderar a bateria durante boa parte do tempo, mas levou a virada nos minutos finais. Apesar de Gabriel ser um surfista completo e surfar muito bem de backside os seus adversários goofy acabam levando vantagem nas direitas quando o mar fica difícil e com séries demoradas. Medina até que acertou alguns ful rotation de backside mas não consegue vencer a bateria, terminando assim em quinto lugar no Oi Rio Pro.

Filipe Toledo foi o principal destaque, arrebenta do início ao fim, mostrando um surf moderno, forte e radical Filipe atropela seus adversários até a final e consagra-se pela terceira vez (2015, 2018 e 2019) campeão do Oi Rio Pro.

Por Gustavo Batalha. Colunista Studio Surf.

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